terça-feira, 4 de março de 2008

Processador Cell do PlayStation 3 gera 1,4 bilhão de códigos por segundo contra 8 milhões do Core 2 Duo

Nick Breese, consultor de segurança neo-zelandês, apresentou na conferência hacker Kiwicon um método de como o novo console da Sony, PlayStation 3, pode ser utilizado para auxiliar os hackers em suas atividades.

O consultor explicou que com a máquina foi capaz de gerar mais de 1,4 bilhão de códigos por segundo, graças à simples arquitetura do processador Cell. Gerar estes códigos e compará-los a um dicionário é um mecanismo básico para quebra de senhas.

Breese explicou que a arquitetura do PlayStation é muito boa para criptografia, tendo sido otimizada para execução repetitiva em alta velocidade de simples processos. Em seus seis núcleos, cada qual capaz de executar quatro cálculos simultaneamente, é possível realizar 24 cálculos simultâneos no dispositivo, que roda na velocidade de 3,2 GHz, conforme noticiou o site heise Security.

“Repentinamente temos um aumento maciço em termos de quebra criptográfica. Senhas `fortes´ de oito caracteres podem ser quebradas em alguns dias, quando antes precisavam de semanas”, explicou.

Segundo o site Sydney Morning Herald, a velocidade é importante no método de quebra de passwords por força bruta, que se baseia na tentativa e erro de cada possível combinação de caracteres.

Com esta nova técnica, que senhas que protegem o Office, arquivos PDF, ZIP e Lotus Notes ID podem ser quebradas mais rapidamente. Entretanto, muitos outros tipos de passwords não são afetadas pelo aumento de velocidade.

“Eles ainda estão seguros. Todavia, o espaço diminuiu bastante. Se você tivesse acesso a milhares de PlayStations ainda poderia quebrar uma senha Linux de oito caracteres em alguns dias”, comentou.

Em um teste anterior realizado em um computador equipado com um processador da linha Core 2 Duo, o consultor foi capaz de gerar apenas 8 milhões de códigos por segundo, desempenho aproximadamente 100 vezes inferior ao obtido com o console.

A apresentação de Nick Breese foi feita poucas semanas após a empresa russa Elcomsoft afirmar ter acelerado em 25 vezes a quebra de senhas utilizando processadores encontrados em placas gráficas de PC, método um tanto inviável por seu alto valor.

Por ser uma máquina relativamente barata e facilmente encontrada, Breese acredita que em breve o console possa começar a ser amplamente utilizado pelos hackers, mas espera que sua pesquisa encoraje os desenvolvedores de software a ampliar a segurança de seus produtos. “Esta é a razão pela qual estou fazendo isto”, concluiu.

Fonte: invasao.com.br

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